segunda-feira, 14 de maio de 2012

Pay Sumé - O Mito Tupi


Petróglifo em Ingá Paraíba feito em técnica desconhecida.
Pegada na pedra Paranaguá Pr.
Em outra matéria falamos sobre a Peabiru o antigo caminho que adentrava para o interior da América do Sul, quando os portugueses chegaram a São Vicente SP não tinham como adentrar para o interior visto que a Serra do Mar é muito densa, mas logo se depararam com o caminho chamado de Peabirú, indagando os indios quem fez aquela trilha a resposta era unanime foi Pay Sumé (ou Pay Tumé, Sumé, Xumé, Pai Abara entre nossos indios, Quetzalcoatl na América do Norte, Sommay entre os Caribas, Zemi no Haiti e Zamima na América Central ). Narrativas coletadas pelos Pe. Manoel da Nobrega e Simão de Vasconcelos viam nesse mito a figura do apóstolo São Tomé que em épocas remotas teria sido um guia entre os índios, o mais  estranho de tudo isso é que esse mito se extende por todo territorio americano chegando até a tribos dos Estados Unidos (o que mudava era o nome mas o mito era praticamente o mesmo). O mito se baseava em um homem branco de barbas longas que exerceu papel de legislador proibindo algumas tribos da pratica da poligamia e do antropofagismo e ensinando cultivos como o da mandioca,  algumas tribos Tupi afirmaram que Sumé partiu andando sobre as aguas do Oceano Atlantico mas que voltaria um dia para continuar sua obra civilizatória, em uma outra versão ele teria fugido dos tupínambas que se sentiam enraivecidos com a proibição das praticas poligâmicas e antropofágicas e adentrara ao território do hoje Paraguay chegando até o Peru, para essa travessia teria aberto uma estrada que ficaria conhecida como Peabiru ou Caminho das Montanhas do Sol. Recentemente um arqueólogo brasileiro reconstituiu esse caminho mostrando que realmente existiu um intercambio entre os índios do Brasil e os do Peru e Paraguay. Famosos vestígios de pés humanos cravados na pedra foram mostrados pelos índios aos primeiros portugueses, em alguns lugares como São Gabriel da Cachoeira próximo ao Rio Negro (Amazonas) os moradores ainda hoje acendem velas e fazem preces em torno de uma forma de pegada feita em uma rocha, alguns atribuem a São Tomé, outros a um anjo, ou a Pay Sumé, no litoral baiano o povo percorre um  costão onde se acredita que tenha ocorrido a fuga marinha desse ser mitológico, inscrições semelhantes são também encontradas na Bolívia e no Peru atestando a existência desse herói mítico que partiu do Brasil em direção aos Andes. Vários relatos podem ser encontrados sobre ele como os do espanhol Betanzoz de 1.551, de Hans Stadem (Viagem ao Brasil), Artur Ramos (Introdução a Antropologia Brasileira) Siggfried Huber (O Segredo dos Incas), pegadas cravadas na rocha foram vistas pelos padres Manoel da Nóbrega e muitos outros. Em quase todas estórias ouve uma fuga visto que os índios não queriam abandonar seus antigos costumes mas em quase todas elas ele prometeu voltar um dia para terminar sua obra civilizatória. CONHESILÊNCIO é isso estórias que ficaram guardadas ao longo de várias gerações. (não deixem de mandar dicas para matérias futuras em mac.sana@hotmail.com. Até a proxima.

domingo, 13 de maio de 2012

A Maquina de Anticítera

O Conhecimento é volátil, pode desaparecer sem deixar vestígios. Por sorte, às vezes sobra um pouco dele antes de desaparecer por completo.  A Maquina de Anticítera é uma prova concreta dessa afirmação. No ano de 1912 foi  encontrada essa maquina em um nalfrágio na ilha grega que leva o mesmo nome. Estudos mostram que ela provavelmente foi construída por volta do ano 100 a.C. e afundou uns 35 anos depois. Ela é composta por umas 35 engrenagens, acredita-se que se trata de um calendário prevendo vários eventos astronômicos e até a data futura para os Jogos Pan Helênicos (como as Olimpíadas do Mundo Antigo). O que mais impressiona é que não se esperava que houvesse uma tecnologia tão elaborada para essa época. Mais de 100 anos de pesquisas não foram suficientes para desvendar todos os seus segredos,Nenhum humano sabe quem foi que a construiu e montou-a que é com certeza o mais antigo computador do mundo que se tem notícia. Isso só nos mostra o como não temos controle sobre o nosso mundo como pensamos. Por mais elaborado que seja o nosso método científico (e por maior que seja nossa crença nele), somos incapazes de desvendar tudo que já se passou, assim como não temos como garantir que as civilizações e gerações futuras saberão o que aconteceu nos dias de hoje. Isso é CONHESILÊNCIO. (Essa matéria foi baseada no blog Café com Ciência  http://cafecomciencia.wordpress.com/ na qual nos agradecemos a inspiração e elaboração).

sábado, 12 de maio de 2012

O Cometa Lovejoy



Lovejoy é o nome dado ao cometa descoberto pelo astrônomo amador australiano Terry Lovejoy em novembro de 2011,  foi classificado como cometa rasante do tipo Kreutz ( família de cometas que se caracterizam por orbitas extremamente próximas ao Sol no periélio que se desintegram ao entrar em contato com esse), e sua velocidade de viajem é estimada em 115 mil km/h. Até ai tudo normal mas o incrível é que esse cometa de núcleo gelado mergulhou no periélio do Sol e saiu intacto do outro lado (fato considerado impossível de acontecer por muitos astrônomos), tal acontecimento foi tão surpreendente que uma verdadeira gama de satélites de observação solar foi colocada a postos para estudar esse  fenômeno. Quem não observou não terá mais essa oportunidade já que  o Lovejoy só voltará a passar pela Terra daqui a 314 anos. Isso só mostra como ainda estamos engatinhando no nosso conhecimento sobre o Universo.  Isso é CONHESILÊNCIO!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Peabirú - A antiga trilha Inca

Vários caminhos e trilhas cortavam a America do Sul muito antes dos portugueses chegarem por aqui, o mais lendário é o caminho de Peabirú (do tupí : Caminho da grama amassada) que ligava a cidade de São Vicente litoral de São Paulo à Cusco capital do Império Inca no Perú. Geralmente ele tinha 1.40m de largura e era utilizado pelos índios que se locomoviam do litoral paulista ( há outro caminho que sai de Florianópolis) cruzava o estado do Paraná entrava no Paraguai, Bolívia atravessava a Cordilheira dos Andes e ia até o sul do Perú. O primeiro personagem conhecido a atravessar a Peabirú  foi o português Aleixo Garcia que fez os primeiros contatos com os povos Incas e descobriu o sul do Brasil .Hoje existe apenas alguns vestígios do que foi esse trajeto, é sabido que os guaranis plantavam uma grama chamada puxa-tripa evitando que a floresta encobrisse a trilha, em trechos mais difíceis eram colocado pedras, haviam também símbolos e inscrições rupestres feito pelos indígenas. Os bandeirantes foram outros que se utilizavam da Peabirú para adentrar pelo interior do país.  O caminho foi utilizado para a fundação de várias cidades como Assuncion no Paraguai e Potossí na Bolivia onde foi descoberta a maior mina de prata do mundo. Muito tem que se falar sobre a Peabirú, muitas histórias o tempo silênciou , o mais aceito é que foram os próprios incas que a construiram no intuito de expandir seus domínios, o certo é que ela tinha mais de 3.000 mil km. de extenção fora vários outros ramais que ligavam outras localidades, o que é conhecido hoje como Estrada-Real (antigamente Trilha do Ouro) que ligava o porto de Paraty no Rio de Janeiro às cidades históricas de Minas Gerais seria um ramal  da Peabirú. Fica ai uma dica para os aventureiros e curiosos descobrirem mais indícios desse maravilhoso legado deixado por nossos antepassados.